Comentários para a Liturgia do Mês de Novembro de 2025
Dia 01 – Todos os Santos
Celebrarmos nossos irmãos, os santos, é celebrarmos nossa destinação ao alto. Todos, a partir do batismo, devem tender a esta meta: transcorrermos nossa caminhada sobre esta terra, já com os olhos fitos nos céus. E os santos são prova cabal desta possibilidade: de que é possível viver na nossa carne as realidades já do alto!
Dia 02 – Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos
A liturgia da Comemoração dos Fiéis Defuntos convida-nos a descobrir que o projeto de Deus para o homem é um projeto de vida. No horizonte final do homem não está a morte, o fracasso, o nada, mas está a comunhão com Deus, a realização plena do homem, a felicidade definitiva, a vida eterna.
Dias 08 e 09 – Dedicação da Basílica do Latrão
A Basílica de São João do Latrão, cuja “dedicação” ou consagração aconteceu no ano de 320, é a catedral do Papa, enquanto Bispo de Roma. Ela é a “mãe de todas as igrejas”, o símbolo das Igrejas de todo o mundo, unidas à volta do sucessor de Pedro. A Festa da Dedicação da Basílica do Latrão convida-nos a tomar consciência de que a Igreja de Deus (que a Basílica de Latrão simboliza e representa) é hoje, no meio do mundo, a “morada de Deus”, o testemunho vivo da presença de Deus na caminhada histórica dos homens.
Dias 15 e 16 – 33º Domingo do Tempo Comum
Quase no final do ano litúrgico, a Palavra de Deus convida-nos a lançar um olhar sobre a história dos homens e sobre aquilo que nos espera quando o nosso caminho na terra terminar. Garante-nos que caminhamos ao encontro de Deus, da vida verdadeira. A história dos homens não é uma história de perdição, mas sim uma história de salvação. É tendo diante dos olhos esse horizonte que enfrentamos a vida de todos os dias e derrotamos as dificuldades que o caminho apresenta.
Dias 22 e 23 – Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo
A “Festa de Cristo Rei” foi instituída pelo Papa Pio XI, a 11 de dezembro de 1925. Ao instituir esta festa, Pio XI quis propor ao mundo – saído há pouco da tragédia da I Guerra Mundial e mergulhado ainda em contradições que pareciam insanáveis – o regresso a Cristo, o reconhecimento da soberania de Cristo sobre a História e sobre a vida dos homens, o reencontro da humanidade com os valores cristãos e com a paz que só Cristo pode dar.
Dias 29 e 30 – 1º Domingo do Advento
A liturgia deste domingo apresenta um apelo veemente à vigilância. O cristão não deve instalar-se no comodismo, na passividade, no desleixo, na rotina, na indiferença; mas deve caminhar, sempre atento e vigilante, preparado para acolher o Senhor que vem e para responder aos seus desafios.
