Comentários para a Liturgia do Mês de Setembro de 2025
Dias 06 e 07 – 23º Domingo do Tempo Comum
Nas leituras que a liturgia deste domingo nos propõe sobressai a temática do “caminho”: a nossa vida é um caminho, nem sempre linear, nem sempre fácil, que nos leva até à meta final da nossa existência, a vida verdadeira e eterna. O que devemos fazer e que precauções devemos tomar para não nos desviarmos e falharmos o alvo? Quem nos conduzirá e nos apontará a direção certa?
Dias 13 e 14 – Exaltação da Santa Cruz
No séc. II o imperador Adriano, para dissuadir o culto cristão em Jerusalém, soterrou o local onde Jesus tinha sido crucificado e sepultado. No local do Santo Sepulcro, colocou a estátua de Júpiter; no local da crucifixão de Jesus, erigiu uma estátua em honra de Vênus. Os cristãos, contudo, continuaram a frequentar esses lugares, aí evocando a morte e a ressurreição de Jesus. Mais tarde, em 13 de setembro de 326, Santa Helena, mãe do imperador Constantino, por indicação de um habitante de Jerusalém, descobriu no local do Calvário o madeiro da cruz onde Jesus tinha sido crucificado. Demolidas as construções pagãs erigidas por Adriano, foi construída uma basílica cristã, cuja dedicação aconteceu em 13 de setembro de 335. No dia a seguir, 14 de setembro, a cruz lá encontrada foi exposta à adoração dos fiéis. É este facto que está na origem da chamada Festa da Exaltação da Santa Cruz. A cruz de Jesus – que a liturgia deste dia nos convida a contemplar – é a expressão suprema do amor de um Deus que veio ao nosso encontro, aceitou partilhar a nossa humanidade, quis fazer-se servo dos homens, deixou-se matar para que o egoísmo e o pecado fossem vencidos. Ao entregar a sua vida na cruz, em dom de amor, Jesus indicou-nos o caminho para chegar à vida plena.
Dias 20 e 21 – 25º Domingo do Tempo Comum
Que valores devem servir de base ao nosso projeto de vida? Que escolhas devemos fazer para que a nossa vida não seja desperdiçada? A liturgia deste vigésimo quinto domingo comum convida-nos a refletir sobre estas questões… Avisa-nos, logo à partida, que não pode ser o dinheiro a comandar a nossa vida; sugere-nos, em contrapartida, que escolhamos os valores duradouros e eternos, os valores do Reino, os valores de Deus.
Dias 27 e 28 – 26º Domingo do Tempo Comum
Como é que Deus vê as desigualdades gritantes que fazem sofrer tantos dos seus filhos? O que é que Deus acha daqueles que se instalam numa vida de bem-estar e não querem saber da sorte dos seus irmãos? Os textos que a liturgia deste dia nos convida a escutar procuram responder a estas questões. Deixam claro que o projeto de Deus para o mundo e para os homens não inclui a injustiça, a exploração, a apropriação por parte de alguns dos bens que pertencem a todos. Deus quer, para todos os seus filhos, uma vida digna, plena e feliz.
