Você está aqui: HomeNotícias › Notícia completa
25/10/2014 às 23:00
Sacerdotes Focolarinos em Assembléia

Responder, junto com todo o Movimento dos Focolares, às exigências da Igreja e da humanidade; experimentar caminhos novos para ir ao encontro de todos, plenamente conscientes da própria identidade e da contribuição específica a dar: «As periferias são também os nossos doentes, os idosos, aqueles que deixaram o ministério…, periferia é a própria Igreja quando está distante de ser aquela que Deus quer». Em síntese este foi o pensamento que emergiu dos «cinco dias intensos e ricos de comunhão e de grande alegria», como contou um dos presentes, descrevendo a experiência vivida no Centro Mariápolis de Castelgandolfo (Roma) com a Assembleia dos sacerdotes focolarinos.

O programa previa, após a aprovação do regulamento e da programação, um dia de retiro e a relação dos seis anos passados, com a abertura às novas perspectivas. Em seguida, trabalhos por grupos temáticos e a eleição do novo responsável central. O último dia foi dedicado às orientações para os próximos seis anos e ao diálogo com a presidente dos Focolares, Maria Voce, e o copresidente, Jesùs Morán.

As meditações matutinas, com trechos escolhidos de Chiara Lubich, foram momentos de aprofundamento sobre o que é específico dos sacerdotes e diáconos focolarinos. Recordou-se a figura de padre Silvano Cola, que ajudou Chiara a fundar este setor do Movimento, quando ainda não estava definido. Em 1965, no primeiro encontro para sacerdotes diocesanos focolarinos, Chiara deu a sua visão do sacerdote focolarino como de alguém que tem sempre no coração a oração de Jesus «Pai, que todos sejam um», e que «não fica em paz até quando esta não se realiza em sua paróquia [...]. Não resignar-se, portanto, apenas aos bons que vão à igreja, mas tentar de tudo para aproximar todos [...] é preciso movimentar-se, não ficar parados». Chiara fala de focolares projetados para a Igreja como fermento de unidade e explica que «o focolare sacerdotal é como o sal que deve desfazer-se na diocese para salgar toda a sopa, tornar toda a diocese “salgada”. Se esse sal fica por conta própria vai contra a sua vocação».

Na apresentação da relação dos últimos seis anos foram analisadas as prioridades que emergiram na Assembleia precedente, entre as quais a relação com as novas gerações, a vida de família com os sacerdotes idosos e doentes, a irradiação da espiritualidade de comunhão na Igreja. O diálogo que se seguiu testemunhou o compromisso assumido e levantou questões principalmente sobre três aspectos: formação, vida em comum, necessidade de “sair”. Recordaram-se as palavras-chave das orientações vindas da Assembleia Geral do Movimento: sair, juntos, oportunamente preparados, em forte sintonia com o que augurou o Papa Francisco na audiência com os Focolares, no dia 26 de setembro. Nos trabalhos em grupo e na plenária foi traçado o caminho para os próximos seis anos.

Tendo presente tudo isso aconteceu a votação e a escolha foi para Antônio Bacelar, de Portugal, que aceitou «com a graça de Deus, pronto a dar a vida por cada um de vocês». Foi um momento de forte emoção. Pe. Antônio confidenciou: «Tenho na alma o desejo de descobrir cada vez mais o nosso sacerdócio mariano. Existem muitos “como será?”… deixemo-nos conduzir por Deus, por Jesus entre nós e encontraremos o caminho. Humanamente eu poderia assustar-me, mas com vocês será uma aventura extraordinária». Na conclusão foi lembrada uma passagem de Santa Teresa D’Ávila, recordada sempre por Pe. Antônio no dia anterior: «Se nós estivermos no amor faremos muito, em breve tempo, sem fadiga».

 

 

Veja mais sobre Notícias [+ notícias]

Edições Digitais

 

Acompanhe aqui as escalas do mês.